Vá tomar caju!

29/08/2007

Fragmentos do discurso do presidente da república luiz inácio lula da silva:
“É um dia sui generis. Um dia, eu diria, especial para o caju. É de se perguntar por que uma fruta que contém todos os nutrientes ainda não foi aproveitada pela sociedade brasileira para se transformar em alimento”.

“A gente não tinha o hábito de comer caju como alimento, como muitas vezes as pessoas não têm o hábito de tomar suco de caju. Eu penso que nós não fomos felizes, ao longo do século XX, em divulgar e convencer as pessoas de que isso era importante.”

“Em algum momento da História, algum de nós cometeu um erro contra o caju. Um cajuzinho puro é muito bom no domingo à tarde ou próximo do almoço. Mas eu acho que o Brasil não tem o direito, nós não temos o direito de prescindir de uma riqueza como essa.Eu estou convencido de que tudo aquilo que nós deixamos de fazer no século XX, nós temos que fazer no século XXI.”

“Quem está com fome é preciso, primeiro, adquirir o hábito alimentar. E pode começar comendo um hambúrguer de caju, pode começar com uma pizza de caju, pode começar com uma carne de caju.Vamos fazer do caju um debate nacional.Eu acho que em algum momento alguém cometeu um erro e nós estamos aqui dizendo que não dá mais para continuar no erro.”

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Bolsa de valores

05/08/2007

Depois do bolsa família e do bolsão BNDES, o governo apresenta o bolsa pivete.


Vacina contra a mordaça

03/08/2007

Marcelo S. Tognozzi – Conselheiro da Associação Brasileira  de Imprensa (ABI)

Um dos esportes prediletos de Lula e dirigentes do PT é bater no que chamam de “mídia privada”. Demonizam a liberdade de imprensa exatamente como fez Hugo Chávez ao fechar a emissora RCTV, a mais antiga da Venezuela. Há dias, Comissão Executiva Nacional do PT atacou a Rede Globo e os jornais Correio Braziliense, O Estado de S. Paulo, O Globo e Folha de S. Paulo conclamando seus militantes a lutar contra a “mais nova ofensiva da direita, articulada com setores da mídia, contra o PT e o governo Lula”.

A lenga-lenga é um clone do discurso do caudilho Hugo Chávez, que calou a RCTV depois de acusá-la de golpismo. É interessante esta reação do PT, porque quando a imprensa mostrou as roubalheiras dos anões do Orçamento, investigou o governo Collor ou denunciou a compra de votos para aprovar a reeleição de FHC, eles não só aplaudiram como ajudaram a colocar lenha nessas fogueiras. A imprensa não mudou; Lula e o PT mudaram.

 Mas o importante não é discutir aqui esta ampla, geral e irrestrita mudança de postura de quem um dia defendeu a liberdade de imprensa em praça pública e hoje quer mutilá-la, mas sim qual a vacina para a truculência, a intolerância e a mordaça.

O que torna a imprensa brasileira, além de boa parte da prensa da América Latina, vulnerável é a falta de parceria com o público. Se a RCTV tivesse pulverizado seu capital, permitindo que o povo venezuelano comprasse suas ações em Bolsa, ela não seria vista como uma rede privada a serviço dos golpistas, conforme definição de Chávez. Ao contrário, seria antes de tudo uma emissora com dezenas ou até centenas de milhares de pequenos acionistas.

O exemplo venezuelano indica que as empresas de mídia do Brasil precisam começar a rever conceitos e aprofundar seus laços com a sociedade. E o mercado está aí para ajudar a resolver esta questão oferecendo a verdadeira vacina contra o autoritarismo intolerante, ávido por cassar a liberdade de imprensa e o direito à informação. As grandes redes brasileiras, tão atacadas por Lula e a companheirada, deveriam pensar no assunto.

Não se trata de discutir o controle e a administração dos veículos, mas sim uma mudança no relacionamento com o público. Se a Rede Globo, Folha, Estadão, Correio Braziliense e o Globo abrissem o capital e permitissem aos leitores tornarem-se também investidores, como fizeram há mais de século jornais americanos e europeus, colocariam a truculência e a intolerância numa sinuca de bico.

Mexer com a mídia passaria a ser um problema enorme, porque significaria enfrentar um sistema com raízes profundas na sociedade.

Cada cidadão que possuísse uma simples ação do seu jornal, rádio ou TV se sentiria atingido. Num exemplo prático, alguém imagina o governo Lula fechando a Vale do Rio Doce, onde milhões de trabalhadores investiram parte do Fundo de Garantia e dela viraram parceiros?

O episódio da RCTV e a bile destilada pelo PT contra os meios de comunicação merece uma reflexão mais profunda, a qual necessariamente passa pela revisão da atual estrutura das empresas de comunicação. E se elas prestam um serviço essencial à sociedade, informando e entretendo, nada mais lógico do que tirar desta relação a vacina contra o autoritarismo, a intolerância e a mordaça. A democracia será eternamente grata.


Elvis is not dead

03/08/2007

elvis vive!


Repórteres sem Fronteiras critica ataque do PT à mídia

03/08/2007

Por Andrei Netto/ OESP – 03/08/2007

A maior organização não-governamental de defesa da liberdade de imprensa do mundo, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgou ontem, em Paris, uma carta aberta ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Ricardo Berzoini, na qual critica a postura beligerante de líderes da sigla contra a imprensa do País.

A ONG classifica o documento do partido como “inoportuno e infundado”. A manifestação da entidade, assinada por seu secretário-geral, Robert Ménard, veio a público dois dias após a reunião da Executiva do PT na qual seus dirigentes denunciaram o que, em seu entender, é um “aproveitamento indevido” do acidente do vôo 3054 da TAM, em São Paulo, que fez 199 vítimas no dia 17 de julho. Segundo Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, há uma tentativa da oposição de rearticular ataques ao governo” e a “grande imprensa” estaria abordando o acidente de acordo com os interesses dessa oposição.

O texto do PT também se solidariza com o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, criticado pelos gestos obscenos que fez – e que foram filmados por um jornalista – ao ouvir uma informação que, em tese, absolveria o governo de culpa na tragédia da TAM.

Na sua nota, a RSF se mostrou preocupada com as conseqüências da resolução petista, que “vem a público após o grande eco midiático dado às manifestações que se seguiram à catástrofe aérea no Aeroporto de Congonhas e às vaias endereçadas ao presidente Lula quando da abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro’, afirma o autor, que depois pergunta: “Este eco deve ser entendido como uma crítica sistemática ao governo? A mídia deveria deixar esses eventos passarem despercebidos?”.

O texto pede calma ao presidente Lula e a Berzoini e diz contar com “a sabedoria” de ambos. “A resolução do PT é um mau sinal, indigno de um partido democrático. Ela não faz nada além de alimentar os rancores. Ela deve ser reconsiderada.” À noite, o diretor do Escritório para Américas da RSF, Benoît Hervieu, reforçou a posição apartidária da ONG e lembrou ao Estado a responsabilidade do Brasil na manutenção da liberdade de imprensa na América Latina. “O Brasil é um exemplo importante no continente, mas que enfrenta tensão entre o poder político e a imprensa. Depois do acidente, vive-se um momento de calor emocional, e os meios de comunicação ecoam as preocupações públicas sobre o fato”, ressaltou.

Para Hervieu, a resolução “não é uma boa idéia se falamos de um partido que está no poder”. E acrescentou: “Um país não pode se apresentar como democrático e livre se pedir à imprensa que não reverbere os problemas do País.”


Prénom Carmen

01/08/2007

“O mundo não pertence aos inocentes”

JLG


Manipulação e demagogia para iniciantes

01/08/2007

Fragmentos do ‘discurso’ presidencial em Cuiabá/MT – 31/07/2007

“Se quiserem brincar com a democracia, ninguém sabe nesse país colocar mais gente na rua do que eu”
“Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas, uma para ouvir as vaias e a outra pra ouvir aplausos.”
“Se alguém acha que com estupidez vai atrapalhar que a gente faça o que precisa ser feito pode tirar o cavalo da chuva”.
“Ninguém vai me ver de cara feia por isso. Podem ficar certos meus companheiros e companheiras que ninguém vai ficar com saudade de ver o Lula na rua. Com a democracia não se brinca, o que vem depois dela é sempre muito pior.”
“Os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo. Foram os que ganharam muito dinheiro no meu governo. É só ver quanto ganharam os banqueiros, os empresários. Não conheço um deles que tem uma biografia que lhe permita sequer falar em democracia nesse país. E eu conheço muitos deles.”
“A política tem um lado mesquinho, um lado pequeno. Quem perde fica dentro de casa acendendo vela, fazendo coisa para que não dê certo. Mas isso é de uma imbecilidade total. Acho um exagero a quantidade de mesquinharia que se fala numa campanha. Fui quase um gentleman na disputa com o meu adversário. Ele, que era um gentleman, virou quase que coisa louca na TV, brabo.””Todo mundo sabe das relações que eu tenho com o PSDB na maioria dos Estados. Sou amigo de muita gente do PFL. Não consigo misturar minha relação pessoal com questão partidária, mas tem gente que não pensa assim. Essa gente fez a Marcha com Deus pela Liberdade em 64 que resultou no golpe militar, essa gente que pensa assim levou o Getúlio Vargas ao suicídio, levou João Goulart a renunciar, ficou contente com 23 anos de regime militar e está incomodada com a democracia porque a democracia pressupõe o pobre ter direito, ter Bolsa-Família, sim.”
“Uma companheira como a Dilma, que está aqui com esta cara de fada, ficou três anos e meio presa, por lutar por liberdade.”
“Passei ali, tinha meia dúzia de meninos, gritando: ‘Fora, fora, fora, fora’. Alguém de vocês que tem mais idade, pelo amor de Deus, diga para eles que a eleição acabou em outubro. Acabou a eleição, e o mandato é de quatro anos. Mandem eles se prepararem para a próxima. Esta já foi”.
“Na época da eleição, 10 pobres valem mais que um jantar com um banqueiro. Mas, depois das eleições, meio banqueiro vale mais que 10 mil pobres.”